O solo e sua importância socioambiental

O solo é um dos componentes mais importantes para regular o funcionamento
da vida na Terra. Ele é a base física e química para o desenvolvimento das plantas e de
diversos animais, incluindo a espécie humana. É nele que as plantas fixam suas raízes,
que a água é filtrada e que fazemos o alicerce das casas, prédios e outras obras que
construímos.
Porém, devido as práticas inadequadas de manejo e conservação do solo, cada
vez mais os processos erosivos têm prejudicado a produção de alimentos para o
mundo, pois eles acabam levando embora os horizontes ricos em matéria orgânica,
que são fundamentais para o desenvolvimento das plantas. Isso causa assoreamento
nos rios, represas e zonas portuárias. A retirada da vegetação e a ocupação dos solos
por moradias em encostas íngremes facilitam os escorregamentos frequentemente
noticiados pela mídia, causando muitas mortes e perdas materiais.
Portanto, a ação humana no espaço por meio de práticas agrícolas e formas de
uso e ocupação sem o devido planejamento ou preocupação acelera muito a sua
degradação e compromete a sustentabilidade socioambiental e econômica.
A pedologia (ciência que estuda o solo) o considera a parte natural e integrada
a paisagem que dá suporte às plantas que nele se desenvolvem. Já a edafologia
(ciência que estuda o solo em sua relação com a vegetação) o define como um meio
natural no qual o homem cultiva plantas, interessando-se pelas características ligadas
a produção agrícola.
Fatores de formação do solo
O processo de formação do solo, ou pedogênese, depende fundamentalmente
de 5 fatores: tipos de rocha (material de origem), relevo, clima, organismos vivos e
tempo cronológico.
Os tipos de rocha são fundamentais para que se possa entender a origem do
solo, pois seus minerais secundários foram criados a partir do intemperismo químico
que atuou sobre os minerais originários das rochas.
O relevo tem uma grande implicação na sua formação. Áreas mais aplainadas
têm uma tendência a armazenar água, permitindo que o intemperismo químico aja por
mais tempo e forme solos mais profundos, como os latossolos.
O clima é um dos fatores mais importantes, pois é ele que vai ditar a proporção
do intemperismo físico e químico. Em locais quentes e secos, o intemperismo físico
dominara, já em locais onde há uma maior ocorrência de chuvas, é o intemperismo
químico que terá uma maior importância.

Os organismos vivos também tem um importante papel na pedogênese. Eles
são os responsáveis pela manutenção dos horizontes superficiais do solo, já que o
acúmulo de matéria orgânica que mantém o desenvolvimento das plantas e do
ecossistema associado acontece neles.
O tempo cronológico é fundamental para o entendimento desse processo de
formação, pois, segundo os especialistas em gênese, são necessários 10 mil anos para
a formação de um centímetro de solo desenvolvido no granito, por exemplo. Portanto,
para uma determinada condição ambiental, um solo raso, muito jovem, levará 5
milhões de anos para chegar a um solo profundo, maduro, dependendo dos outros
fatores da pedogênese.
O intemperismo físico é o responsável pela desagregação das rochas. Ele inicia-
se com a radiação solar, pois quando é exposta a essa radiação, a rocha tende a se
expandir. À noite, a rocha tende a esfriar-se e se contrai. Com o passar do tempo esses
movimentos acabam fragmentando-a, fazendo com que comecem a aparecer
inúmeras fraturas.
O químico é o tipo de intemperismo causado pela ação da água, ou melhor,
pelo PH dela. Quando a água começa a interagir com a rocha, esta tende a se
decompor em função de seu PH. Ele altera os minerais primários das rochas em
minerais secundários dos solos. Acabam ocorrendo mais em climas úmidos.
O intemperismo biológico é a ação dos organismos vivos. Esse processo é de
suma importância na formação do solo e na criação dos horizontes superficiais
orgânicos, nos quais existe um acúmulo de restos animais/vegetais que são
decompostos por micro-organismos, como as bactérias. Essa camada de solo é
responsável pela manutenção de muitos ecossistemas que necessitam de porções
orgânicas para se desenvolverem.
As partículas minerais sólidas apresentam composição e tamanho diferentes,
dependendo da rocha que lhes deu origem. Quanto ao tamanho, as partículas podem
ser classificadas em frações: argila, silte, areia fina, areia grossa e cascalho. Já a
matéria orgânica é formada por restos de vegetais e animais não decompostos e pelo
produto desses restos depois de decompostos por micro-organismos. O produto
resultante dessa decomposição é o húmus. O ar ocupa os poros do solo não
preenchidos pela água e é essencial para as plantas, que, por meio das raízes,
absorvem o oxigênio.

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